Jefferson SantanaPensamento executivo
Reflexão

Maturidade em IA começa antes da IA

Sempre que discutimos novas iniciativas de inteligência artificial, gosto de voltar a uma pergunta simples:

Qual problema estamos tentando resolver?

Essa pergunta parece óbvia, mas muda completamente a qualidade da discussão.

Quando o problema está claro, fica mais fácil avaliar se a IA realmente é a melhor alternativa ou se outra abordagem entrega mais valor com menos complexidade.

Ao longo da minha experiência, percebi que os melhores resultados com IA não nasceram da busca pela tecnologia mais avançada.

Nasceram da compreensão profunda do negócio, dos processos e das oportunidades de melhoria.

Em alguns casos, a IA transforma a forma como a empresa opera.

Em outros, uma revisão de processo, uma integração entre sistemas ou uma melhoria na qualidade dos dados gera um impacto ainda maior.

Por isso, vejo maturidade em IA menos como uma competência tecnológica e mais como uma competência de gestão.

É a capacidade de conectar problemas relevantes, dados confiáveis e tecnologia para gerar valor de forma consistente.

No fim, a IA não deveria ser o ponto de partida.

Ela deveria ser uma das opções disponíveis para construir a melhor solução para o negócio.

Essa, para mim, é a verdadeira maturidade no desenvolvimento de soluções com IA.